quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PSICOGRAFIA do JÕAO GUILHERME - AGOSTO DE 2008

É incrível Vó!

É difícil explicar esta minha emoção e todo este intercâmbio que me permite entregar esta carta em suas mãos.

Vó, no dia do acidente, atendia o convite da Tati, sentindo em meu ser a felicidade de ser amado por alguém a quem coloquei bem dentro do coração.
Próximo a mim, o papai Jorge e minha mãezinha, sua filha Maria, minha companheira, motivo de minha alegria.
Saímos de Ubelândia, mas não foi possível chegar ao encontro desejado com a minha Tati.
Não creio que minuciar os detalhes do acidente possa nos causar algum benefício.
Quero apenas dizer que o pai e a mãe me acompanha até hoje, e que nós não nós deparamos com os sofrimentos que possam imaginar.
Aconteceu que o encontro com o outro veículo só me deu a consciência, naquele momento chamei: Meu Deus!
Nada vi, nada senti.
Me lembro de abrir os olhos, pela primeira vez, dentro do novo espaço de vida.
Sem alarde, iniciava minha trajetória de encontros.
O certo Vó, é que Deus ali se apresentava através do amor de suas criaturas.
Para não complicar o assunto, prolongando-o com nossas palavras, devo dizer que não me faltou calma, e, a presença dos meus pais, que logo me foi entregue, era de maneira a me fazer mais seguro.
Sentia junto dele, a presença da nossa família.

O que terminou Vó? O corpo.
Seu neto permanece, e minha vida tem ela os mesmos sentimentos dedicados a você.
Vovó Rosa, você é vencedora! Me ajude a ser vencedor.
Dá aquele beijo na Tia Mari e no Tio Paulinho. Diga a eles que são beijos meus e dos meus pais.
Dá um abração e um beijo na Tati por mim.
Sinto falta daqueles momentos em que, descontraídos, fazíamos juntos aquela festa em família.

Beijão vovó Rosa, aprendo com você a ser vencedor.
Amo vocês.

João Gui.

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